Publicidade

Vizinhos relatam última visita antes da morte de Moisés Alencastro em condomínio de Rio Branco

terça-feira, dezembro 23, 2025


 Um morador do Condomínio Nehine, em Rio Branco, relatou ter visto o possível último visitante do jornalista, colunista social e ativista cultural Moisés Alencastro de Souza, de 59 anos, encontrado morto dentro do apartamento onde morava na noite de domingo (21). O vizinho, que pediu para não ser identificado, afirmou que Moisés costumava receber com frequência homens jovens, aparentemente em situação de vulnerabilidade social, que chegavam ao local principalmente em motos de aplicativo. Na noite do crime, ele diz ter percebido uma visita, mas não conseguiu guardar detalhes do homem que, segundo as primeiras informações, é apontado como principal suspeito do homicídio.

​De acordo com o relato, o morador estava em seu apartamento usando fones de ouvido quando notou um comportamento incomum vindo da unidade de Moisés, ao perceber que o volume da televisão aumentou além do habitual e ouvir um som breve semelhante a um gemido. Ele retirou os fones imaginando se tratar de um momento de intimidade, mas, após isso, só ouviu a TV ligada, aparentemente transmitindo um filme, sem gritos ou discussão. O vizinho contou ainda que não percebeu o momento em que o aparelho foi desligado e soube pela polícia que o carro de Moisés deixou o condomínio por volta das 21h, horário em que o veículo teria batido duas vezes no portão antes de sair.

​A Polícia Civil informou que Moisés foi morto ainda na noite de domingo, com múltiplas perfurações de faca na região das costelas e do abdômen, além de um corte profundo no pescoço, sendo encontrado em estado de rigidez cadavérica ao lado da cama, sem sinais de arrombamento no imóvel. O carro do jornalista foi localizado posteriormente na região do Quixadá, e, com base nas primeiras informações e no fato de o veículo ter sido levado, uma das principais linhas de investigação aponta para a hipótese de latrocínio, roubo seguido de morte, ainda a ser confirmada. Equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e do Instituto Médico Legal realizaram perícia no local, e o caso permanece sob investigação, com colheita de depoimentos, análise de imagens de câmeras de segurança e aguardo de laudos periciais para elucidar as circunstâncias do crime.