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Vítima de roubo agora pode usar outro dispositivo para acionar bloqueio pelo Celular Seguro

quinta-feira, dezembro 18, 2025

 


O aplicativo Celular Seguro ganhou novas regras e ficou mais flexível para quem é vítima de furto, roubo ou perda de aparelho. Agora, mesmo quem não tinha o app instalado no celular pode fazer o bloqueio a partir de outro dispositivo, de forma mais simples e rápida.

Como funciona o novo bloqueio

A partir das mudanças, a vítima pode acessar o Celular Seguro usando outro celular, tablet ou computador, sem necessidade de ter cadastro prévio no aplicativo original ou informar o IMEI do aparelho perdido, roubado ou furtado. Basta entrar com a conta de acesso, registrar o ocorrido em até 15 dias, indicar a data e o horário do fato e informar a linha telefônica associada ao aparelho. Com esse único registro, o sistema envia alertas para operadoras e instituições parceiras, agilizando o bloqueio de serviços.

O que pode ser bloqueado

Pelas novas regras, o usuário passa a ter a possibilidade de solicitar, em uma só plataforma, o bloqueio da linha telefônica, dos aplicativos financeiros e até do IMEI do celular, impedindo que o aparelho seja reutilizado com outra conta. Também é possível usar o chamado “modo recuperação”, que auxilia na localização e eventual devolução do telefone pelas forças de segurança. A medida busca reduzir prejuízos com golpes digitais, diminuir a atratividade do roubo de celulares e facilitar o trabalho das polícias estaduais na identificação e recuperação de aparelhos.

Alcance do programa

Lançado em dezembro de 2023, o Celular Seguro já soma milhões de usuários cadastrados em todo o país, segundo dados do governo federal. A ampliação de funcionalidades e a dispensa de exigências como o IMEI e o registro prévio tendem a aumentar a adesão, já que permitem que a pessoa acesse o serviço mesmo em situações de emergência, usando o celular de terceiros ou um computador. Com isso, o governo aposta em uma resposta mais rápida após o crime, tanto para proteger dados sensíveis e contas bancárias quanto para desestimular o mercado ilegal de celulares.