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Técnicos da Ufac paralisam atividades e cobram cumprimento de acordo da greve de 2024

terça-feira, dezembro 16, 2025

Foto: Ac24horas

 Cerca de 600 técnicos-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) cruzaram os braços na manhã desta terça-feira (16) em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, em adesão a um dia nacional de mobilização da categoria. Os servidores se concentraram na entrada do campus da capital para cobrar o cumprimento integral do acordo firmado após a greve de 2024, que se estendeu por mais de 100 dias. No centro das críticas está a tramitação do Projeto de Lei 6170/2025, especialmente no trecho que trata do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), apontado como ponto mais sensível pelos trabalhadores.​

De acordo com Mirza da Costa Lopes, secretária-geral do Sintest-AC no biênio 2025-2026, o governo federal desconsiderou o texto construído pela Comissão Nacional de Supervisão da Carreira e apresentou uma redação própria, vista como restritiva. A sindicalista afirma que, na prática, os critérios propostos inviabilizam o acesso de boa parte da categoria ao RSC, mecanismo que permitiria, por exemplo, que servidores com título de mestre alcançassem remuneração próxima à de doutores, desde que cumpridos requisitos técnicos. Segundo ela, com os novos limites previstos, apenas cerca de 70% dos técnicos poderiam obter o benefício ao longo da carreira, o que, na avaliação do sindicato, fere o acordo negociado após a última greve.​

A paralisação na Ufac ocorre no mesmo dia em que representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Público do Brasil (Fasubra) participam de reunião com o Ministério da Gestão e da Inovação (MGI), em Brasília. Além da revisão do texto sobre o RSC e da defesa do cumprimento do acordo de 2024, o movimento cobra a implementação da jornada semanal de 30 horas para a categoria, demanda histórica incluída no PL 6170. As lideranças do Sintest-AC reforçam que, embora existam pautas internas na Ufac, o ato desta terça é voltado principalmente à defesa da carreira em nível nacional e à pressão por mudanças no projeto em discussão no Congresso.