STJ adia desfecho de ação da Operação Ptolomeu, e julgamento de Gladson segue inconclusivo
O julgamento do governador do Acre, Gladson Cameli, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi suspenso após pedido de vista e segue sem conclusão, devendo ser retomado apenas em 2026. Na sessão desta quarta-feira (17), a relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, votou pela condenação do chefe do Executivo estadual a 25 anos e cinco meses de prisão, além da perda do cargo e pagamento de indenização milionária por supostos crimes ligados à Operação Ptolomeu.
Apesar do voto pela condenação, o processo foi interrompido quando o ministro João Otávio de Noronha, revisor da ação, pediu mais tempo para analisar o caso, o que suspendeu o julgamento às vésperas do recesso do Judiciário. O pedido de vista tem prazo regimental de 60 dias, prorrogáveis por mais 30, o que torna improvável uma decisão final ainda no início de 2026. Nesse intervalo, Gladson pode inclusive deixar o governo para disputar outro cargo eletivo, como uma vaga ao Senado, hipótese ventilada por aliados políticos.
A ação penal decorre das investigações da Operação Ptolomeu, deflagrada em 2019, na qual o Ministério Público Federal acusa o governador de liderar um esquema de organização criminosa para desviar recursos públicos por meio de fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Em nota divulgada após a sessão, Gladson Cameli afirmou que o julgamento permanece inconclusivo, ressaltou que ainda faltam os votos da maioria dos ministros e que, mesmo em caso de decisão desfavorável, caberiam recursos até o trânsito em julgado, declarando-se confiante na Justiça.

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