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STF anula parte das provas da Ptolomeu por 4 a 1 e abre espaço para Gladson mirar 2026​

sábado, dezembro 20, 2025

 


A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 4 votos a 1, anular parte das provas obtidas na Operação Ptolomeu contra o governador Gladson Cameli e outros 12 investigados, em julgamento concluído na noite desta sexta-feira (19) no plenário virtual. A mudança de placar ocorreu com o voto do ministro Gilmar Mendes, que acompanhou a divergência aberta por Nunes Marques, Dias Toffoli e André Mendonça, afastando o entendimento do relator, Edson Fachin.​

O núcleo divergente acolheu o argumento da defesa de que houve violação da prerrogativa de foro do governador e prática de “fishing expedition”, isto é, uma espécie de “pescaria probatória” sem foco definido, na qual a polícia teria buscado dados de pessoas e empresas ligadas ao chefe do Executivo estadual antes de submeter o caso ao tribunal competente. Em seu voto, André Mendonça afirmou que a autoridade policial atuou de forma indevida ao requisitar relatórios financeiros de pessoas do entorno de Cameli, incluindo familiares, somente depois pedindo o deslocamento da competência.​

Com a decisão, provas consideradas contaminadas nessas condições são invalidadas, o que tende a reduzir o alcance da investigação e abre caminho para que Gladson Cameli siga politicamente ativo e sem restrições imediatas para disputar as eleições de 2026. A anulação, contudo, não impede que novas apurações sejam abertas no foro adequado, desde que baseadas em elementos colhidos dentro dos limites constitucionais e com respeito às garantias processuais.