Prefeito Bocalom injeta milhões em créditos extras, mas transporte e infraestrutura seguem à base de remendos em Rio Branco
O Decreto nº 3.302, por exemplo, direciona R$ 7,5 milhões à Secretaria de Agropecuária, grande parte para recuperação de ramais e apoio à infraestrutura viária, mas novamente sem clareza sobre metas, prazos e resultados concretos para quem vive na zona rural e enfrenta estradas precárias há anos. Na área de mobilidade, mais de R$ 2,2 milhões vão para a RBTRANS, somados a outros R$ 800 mil em subsídio ao transporte coletivo, o que escancara um sistema caro, dependente de remendos orçamentários e incapaz de garantir um serviço minimamente digno à população.
Enquanto isso, setores como cultura, educação e infraestrutura urbana recebem valores bem menores, por meio de decretos fragmentados que mais parecem cumprir tabela do que enfrentar problemas estruturais da cidade. O resultado é um orçamento cada vez mais remanejado por decisões do Executivo, pouco debatidas com a sociedade, e que alimentam a percepção de um governo que prioriza ajustes de última hora em vez de planejamento consistente e compromisso efetivo com a melhoria dos serviços públicos

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