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Pesquisa AtlasIntel indica que 75% dos eleitores de Bolsonaro apoiam Flávio como candidato em 2026

sexta-feira, dezembro 19, 2025

 


A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (18), mostra que três em cada quatro eleitores de Jair Bolsonaro dizem concordar com a escolha do senador Flávio Bolsonaro como nome para disputar a Presidência da República em 2026. Segundo o levantamento, 75,2% aprovam a indicação feita pelo ex-presidente, enquanto pouco mais de 17% declaram discordar e cerca de 7% não souberam opinar. O estudo integra o Latam Pulse, iniciativa que acompanha mensalmente o cenário político, social e econômico em países da América Latina considerados estratégicos.​

Apesar da forte adesão entre eleitores bolsonaristas à indicação de Flávio, os dados apontam que ele ainda enfrenta dificuldades para herdar integralmente o capital eleitoral do pai em simulações presidenciais mais amplas. Em cenários de primeiro turno, o senador aparece com intenções de voto que variam entre pouco mais de 20% e abaixo de 30%, desempenho que o coloca como um dos principais nomes do campo da direita, mas ainda distante do patamar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nas projeções de segundo turno, Lula lidera com folga sobre Flávio, abrindo vantagem de dois dígitos, enquanto também mantém posição à frente de outros potenciais adversários ligados ao bolsonarismo.​

O levantamento também indica que uma parcela do eleitorado de Bolsonaro vê o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como alternativas competitivas para 2026, embora com avaliação ligeiramente inferior à de Flávio quanto às chances de derrotar Lula. A pesquisa ouviu mais de 18 mil pessoas em todo o país, por meio de recrutamento digital, e tem margem de erro de cerca de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. Para analistas políticos, os números reforçam a consolidação de Flávio como herdeiro preferencial do eleitorado bolsonarista, mas também evidenciam que a disputa presidencial segue aberta, com cenário ainda condicionado à popularidade do governo e ao desempenho da economia nos próximos meses