Motta encerra ano com pauta econômica aprovada e abre caminho para reaproximação com Lula em 2026
Na noite de sábado, 20, em Brasília (DF), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), encerrou o ano legislativo com a pauta econômica praticamente concluída e espaço aberto para uma reaproximação política com o Palácio do Planalto em 2026. Com as principais medidas fiscais e orçamentárias aprovadas, aliados esperam um ano menos tenso entre Congresso e governo, com o foco naturalmente atraente para a disputa eleitoral.
A estratégia de “limpar a pauta”, defendida por Motta, buscou reduzir o estoque de projetos polêmicos que poderiam contaminar o meio ambiente em ano de eleições gerais. Entre as vitórias do Planalto estão a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil e o pacote que consolida o novo regime fiscal, aumentando a previsibilidade das contas públicas. Ao mesmo tempo, ficaram marcas de derrotas, como a aprovação do PL da Dosimetria, que o governo pretende enfrentar com veto presidencial e eventual disputa jurídica em 2026.
Temas de segurança pública, como o PL Antifacção e a PEC da Segurança, foram empurrados para o próximo ano e devem ganhar centralidade no debate, em especial em estados amazônicos como o Acre, onde o avanço do crime organizado preocupa. Pesquisas recentes animaram o Planalto ao mostrar Lula competitivo contra adversários como o senador Flávio Bolsonaro (PL), ainda que com alta exclusão. A forma como Motta calibrará sua relação com o governo será uma das tarifas de 2026, com reflexos diretos na liberação de recursos e na tramitação de projetos de interesse dos estados.

