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Esposa de Alexandre de Moraes tem aumento patrimonial de 232% e volta ao foco após fim das sanções dos EUA

sexta-feira, dezembro 26, 2025


O patrimônio da advogada Viviane Barci Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, aumentou 232% em um ano, segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com o levantamento, o valor declarado por Viviane passou de R$ 24 milhões em 2023 para R$ 79,7 milhões em 2024. Advogada e empresária, ela comanda os escritórios de advocacia Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda. e Barci & Barci, este último aberto em setembro de 2024, em Brasília. Juntas, as empresas são responsáveis pela administração de dez imóveis registrados em seu nome e no de familiares — patrimônio que teria se valorizado de forma expressiva ao longo do ano.

O crescimento milionário levantou debates nas redes sociais e repercutiu em meio a questionamentos públicos sobre a origem e a velocidade da expansão patrimonial da família. As informações surgem poucos dias após o fim das sanções impostas a Moraes, sua esposa e suas empresas pelo governo dos Estados Unidos. Até 12 de dezembro, ambos integravam a lista de pessoas e entidades punidas com base na Lei Global Magnitsky, que prevê bloqueios de bens e restrições financeiras e migratórias para estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Durante o período das sanções, Viviane e Moraes ficaram impedidos de operar em dólar, manter ativos em território americano e firmar contratos com empresas dos EUA.

Com a revogação das penalidades, o Lex Instituto e seus sócios voltaram a ter acesso irrestrito a suas contas e investimentos no exterior. Segundo fontes citadas pela imprensa, a advogada manteve suas atividades empresariais em expansão durante a vigência das sanções, o que explicaria parte do crescimento relatado. Apesar disso, o salto de quase R$ 56 milhões em apenas 12 meses tem gerado críticas de opositores e especulações sobre eventual conflito de interesses, ainda que não existam até o momento indícios formais de irregularidade ou investigações abertas sobre o caso.