Caso Tainara: arrastada pelo ex, jovem passou por cinco cirurgias, duas amputações e 25 dias de internação até morrer no Natal
A autônoma Tainara Souza, de 31 anos, morreu na noite de 24 de dezembro, após passar 25 dias internada em hospitais de São Paulo em consequência de um atropelamento seguido de arrastamento provocado por um homem com quem manteve um breve relacionamento. Ela foi atingida e arrastada por mais de um quilômetro na Zona Norte da capital, entre a Avenida Morvan Dias de Figueiredo e a Marginal Tietê, após sair de um bar no Parque Novo Mundo.
O agressor foi identificado como Douglas Alves da Silva, de 26 anos, que teria avançado com o carro contra Tainara depois de uma discussão motivada por ciúmes ao vê-la acompanhada de outro homem. Imagens de câmeras de segurança registraram a vítima presa ao veículo em movimento, cena que gerou comoção e protestos nas redes sociais. Douglas fugiu sem prestar socorro, mas foi preso no dia seguinte em um hotel, após resistir à abordagem policial e ser baleado; ele já respondia por tentativa de feminicídio e, com a morte da vítima, passará a responder por feminicídio consumado ou homicídio qualificado.
Durante a internação, Tainara passou por ao menos cinco cirurgias, incluindo a amputação das duas pernas abaixo dos joelhos e procedimentos de enxerto de pele e traqueostomia, mas o quadro se agravou nos dias que antecederam o Natal. Mãe de duas crianças, ela morreu por volta das 19h da véspera de Natal, após a família ser chamada ao hospital para se despedir.

