Caso Juliana Chaar: TJ-AC decide que “agroboy” segue em liberdade enquanto responde por morte de advogada
O Tribunal de Justiça do Acre decidiu manter, nesta sexta-feira (12), a liberdade provisória do pecuarista Diego Luiz Gois Passo, conhecido como “agroboy”, denunciado pela morte da assessora jurídica Juliana Chaar Marçal e pela tentativa de homicídio contra o advogado Keldheky Maia. A decisão foi tomada em grau de recurso e confirma entendimento anterior que permitiu ao réu responder ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares. O caso, que teve grande repercussão no estado, segue em tramitação na esfera criminal.
Segundo a decisão, o colegiado entendeu que não houve fato novo capaz de justificar o retorno de Diego à prisão preventiva, ressaltando que ele vem cumprindo as condições impostas pela Justiça desde a concessão do benefício. Entre as medidas estão restrições de contato com testemunhas, proibição de mudar de endereço sem comunicação ao juízo e comparecimento periódico em cartório. A defesa sustenta que o réu colaborou com as investigações e que não apresenta risco à ordem pública ou ao andamento do processo.
O Ministério Público, que apresentou recurso pedindo a revogação da liberdade provisória, argumenta que a gravidade dos crimes atribuídos ao pecuarista exige maior rigor, sobretudo pela comoção social gerada pela morte de Juliana e pela tentativa de homicídio contra Keldheky. A manutenção da liberdade provisória, porém, não altera o curso da ação penal, e Diego segue respondendo pelas imputações que incluem homicídio e tentativa de homicídio. As próximas fases do processo devem envolver novas oitivas de testemunhas e possíveis diligências complementares até que o caso seja levado a julgamento.

