Câmara rejeita cassação e suspende mandato de Glauber Braga por seis meses
A Câmara dos Deputados decidiu, na noite desta quarta-feira (10), não cassar o mandato do deputado Glauber Braga (PSol-RJ), optando por aplicar uma suspensão de seis meses por quebra de decoro parlamentar. No mesmo dia, o plenário também se preparou para analisar o caso da deputada Carla Zambelli (PL-SP), acusada em outro processo que trata da perda de mandato.
Decisão sobre Glauber Braga
O caso de Glauber foi o primeiro a ir ao voto, após representação do partido Novo, que o acusado de agressão ao militante do MBL Gabriel Costenaro durante protesto na Câmara em 2024. A partir de uma articulação liderada por bancadas de esquerda e parte do centro, ganhou força uma emenda que substituiu a proposta de cassação pela suspensão temporária do mandato, solução que acabou prevalecendo no plenário.
A medida que impõe ao deputado o afastamento de suas atividades parlamentares por seis meses, mas preserva o mandato e o direito de reassumir a carga após o cumprimento da proteção. O episódio ocorre meses depois de o Conselho de Ética ter aprovado parecer pela cassação, agora revertido politicamente em votação aberta entre todos os 513 deputados.
Caso de Carla Zambelli
Paralelamente, a Câmara também discute o futuro do mandato de Carla Zambelli, cuja situação é distinta, por envolvimentos criminais no Supremo Tribunal Federal. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou, na véspera, parecer que recomenda a perda do mandato da deputada, decisão que ainda precisa ser confirmada pelo plenário com ao menos 257 votos elaborados.
A análise simultânea dos processos de Glauber e Zambelli expõe diferentes entendimentos internos sobre a gravidade das condutas e o alcance das punições parlamentares. O estágio das duas votações tende a influenciar futuros casos de quebra de decoro e a relação da Câmara com decisões do Judiciário envolvendo seus integrantes.

