Publicidade

Cadáver encontrado no igarpé São Francisco transforma Natal em cena de crime a céu aberto

quinta-feira, dezembro 25, 2025
Foto: Cedida


Um corpo ainda sem identificação, encontrado com as mãos amarradas e em avançado estado de decomposição no igarapé São Francisco, transformou a manhã desta quinta‑feira, 25 de dezembro, em um Natal de crime e mistério no bairro Conquista, em Rio Branco. Moradores que passavam pelo final da Rua Fonte Nova avistaram o cadáver boiando entre galhos e entulhos e acionaram a Polícia Militar, que isolou rapidamente a área para o trabalho da perícia criminal.​

O Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros foi mobilizado para retirar o corpo do igarapé, em um ponto de difícil acesso, marcado por mata fechada e acúmulo de lixo nas margens. De acordo com as equipes, o estado de decomposição indica que a vítima estava na água há pelo menos algumas horas, e as mãos amarradas reforçam a suspeita de execução com possível motivação ligada ao crime organizado ou acertos de contas ainda não esclarecidos. Após os procedimentos iniciais, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames cadavéricos e de identificação, etapa fundamental para que investigadores reconstruam os últimos passos desse homem antes de ser descartado no curso d’água.​

O caso foi assumido pela Equipe de Pronto Emprego (EPE) da Polícia Civil e, em seguida, ficará sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deve ouvir moradores, buscar imagens de câmeras de segurança e cruzar dados com registros de desaparecidos dos últimos dias. A morte no igarapé São Francisco se soma a outros episódios recentes de violência na capital e reacende o debate sobre a ausência de iluminação adequada, patrulhamento insuficiente e ocupação desordenada nas áreas de beira de igarapé, onde a fronteira entre vulnerabilidade social e esconderijo de criminosos é cada vez mais tênue.