Briga em grupo de WhatsApp da igreja termina em atropelamento e Justiça impõe prisão domiciliar em Xapuri
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A Justiça do Acre decidiu que o homem de 28 anos identificado pelas iniciais J.O.S. irá cumprir prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica, após confessar ter atropelado um ciclista em Xapuri por causa de uma discussão em grupo de WhatsApp ligado a uma igreja. A medida foi definida durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (10), quando o acusado foi ouvido pelo Judiciário e teve a situação processual reavaliada.
Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como tentativa de homicídio motivada por razão fútil, já que o atropelamento ocorreu depois de comentários trocados em um grupo religioso, que levaram o suspeito a procurar a vítima para tirar satisfações. De acordo com o relato de J.O.S., ele foi ao local de trabalho do colega, uma academia de ginástica, e o encontrou circulando de bicicleta nas proximidades, momento em que decidiu jogar o carro contra ele em um ato de fúria. O impacto foi violento e o ciclista sofreu ferimentos graves, sendo transferido com urgência para Rio Branco, onde permanece internado.
Entre as condições impostas pela Justiça, o réu está proibido de sair de casa sem autorização judicial e deve cumprir rigorosamente as regras da prisão domiciliar, sob pena de ser encaminhado a um presídio em caso de descumprimento. O inquérito conduzido pela Delegacia de Xapuri segue em andamento para reunir novos elementos sobre a dinâmica do crime e o estado de saúde da vítima, que poderão influenciar a classificação penal definitiva e eventuais desdobramentos do processo.

