Após dois adiamentos, STJ começa a julgar governador do Acre nesta quarta, por suspeita de desvios de recursos públicos
A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal e aceita pela Corte Especial em maio de 2024, tornando o governador réu por crimes como corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação em contratos firmados pelo governo acreano. A acusação sustenta a existência de um suposto esquema estruturado para desviar recursos públicos por meio de direcionamento de contratos e superfaturamento. Já a defesa nega qualquer irregularidade, afirma que não houve participação de Camelí em ilícitos e diz confiar que as provas apresentadas no processo demonstrarão a inocência do governador.
O julgamento desta quarta-feira ocorre após habeas corpus que havia levado ao adiamento de sessões anteriores, com a defesa alegando falta de acesso a parte das provas utilizadas pela acusação. Se houver condenação, o STJ pode determinar desde a perda do cargo até a imposição de penas restritivas de liberdade, além de multa, mas o desfecho pode ser adiado em caso de pedido de vista de algum ministro.

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