Após dizer que prefeitura está com ‘caixa cheio’, Bocalom autoriza quase R$ 10 milhões em créditos suplementares
De acordo com os atos oficiais, o Decreto nº 3.395, de 16 de dezembro, abre sozinho R$ 9 milhões para a Secretaria Municipal de Educação (Seme), voltados ao pagamento de vencimentos e vantagens de servidores, com uso de recursos não vinculados de impostos. Para viabilizar o reforço, o município anulou dotações de órgãos como Casa Civil, Procuradoria-Geral e Secretaria de Finanças, reduzindo verbas de divulgação institucional, serviços de terceiros, aquisição de imóveis e amortização da dívida pública. Outros decretos liberam mais de R$ 700 mil para a Secretaria de Gestão Administrativa, a Seme e a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, além da Secretaria de Finanças, com remanejamento de despesas de pessoal e uso de excesso de arrecadação da União em ações de calamidade.
Somados, os créditos suplementares chegam a R$ 9,77 milhões e foram oficializados um dia depois de Bocalom reafirmar, em entrevista, que a prefeitura mantém equilíbrio fiscal e encerra o ano com dinheiro em caixa para honrar compromissos. Especialistas em finanças públicas explicam que o crédito suplementar funciona como reforço para despesas já previstas na Lei Orçamentária Anual, quando a dotação inicial se torna insuficiente, permitindo remanejar recursos ou usar sobras e superávit, desde que haja autorização legal.

