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Alan Rick cobra Itamaraty contra taxas abusivas e risco de expulsão de estudantes na Bolívia

sexta-feira, dezembro 19, 2025


 O senador Alan Rick (Republicanos-AC) cobrou ação urgente do Itamaraty contra o que classifica como taxas abusivas impostas a estudantes brasileiros de Medicina pela Universidad Amazónica de Pando (UAP), em Cobija, na Bolívia. Em reunião no Ministério das Relações Exteriores, ele relatou aumentos de até 142% nas cobranças, citando o exemplo do diploma, que teria subido de cerca de R$ 10,4 mil em 2024 para mais de R$ 24,4 mil em 2025, o que, segundo o parlamentar, inviabiliza o sonho de formatura de jovens de famílias humildes. O encontro contou com a participação do embaixador Bruno Bath, chefe da Divisão da Bolívia, de Daniel Lins e da assistente consular Milenia Vieira, que ouviram o apelo por intervenção diplomática para evitar até mesmo a expulsão dos alunos brasileiros.

Durante a conversa, Alan Rick ressaltou que o Brasil acolhe cidadãos bolivianos com acesso ao SUS e outros serviços nas cidades de fronteira, e afirmou esperar tratamento recíproco aos estudantes que buscaram formação médica no país vizinho. Em suas declarações, o senador disse que não é aceitável que os jovens sejam surpreendidos por reajustes que “destroem anos de esforço e economia familiar”, defendendo que as mudanças sejam revistas ou ao menos negociadas de forma transparente. O parlamentar também informou ter encaminhado ofício ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, pedindo atuação firme do governo brasileiro.

O embaixador Bruno Bath classificou a situação como “dramática” e relatou que até o Consulado Brasileiro em Cobija tem enfrentado dificuldade de diálogo com a reitoria da UAP. Segundo ele, há risco de que, nos próximos dias, alguns estudantes sejam desligados da instituição, o que torna o caso ainda mais sensível do ponto de vista humanitário e diplomático. Alan Rick afirmou que continuará acompanhando o tema diariamente, até que os alunos tenham garantias de permanência, conclusão do curso e retorno ao Brasil com o diploma validado para exercer a profissão.