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Ultra-ricos do Acre concentram renda superior a R$ 210 mil por mês, revela estudo nacional​

segunda-feira, novembro 10, 2025


O Acre está entre os estados com menor concentração de ultra-ricos do país, mas segundo estudo do IPEA, ainda possui 0,18% da população dentro do grupo dos 0,1% mais ricos do Brasil. Para integrar esse seleto segmento, é necessário ter renda mensal superior a R$ 210 mil — um valor alto em contraste com o rendimento médio local, que não passa de R$ 2.500 por mês.​

No cenário nacional, a marca para ingressar no topo dos 0,1% é de R$ 516 mil mensais, com 165 mil brasileiros ocupando esse grupo, sobretudo em estados como Mato Grosso (líder em proporção de ultra-ricos), São Paulo e Distrito Federal. O Acre aparece com participação menor que a média nacional, mas revela que por trás do pequeno montante há forte concentração de renda, típico da desigualdade brasileira. Os ultra-ricos detêm cerca de 10,5% de toda a renda nacional, influenciando economia, política e decisões sociais.​

A diferença do "corte" para elite financeira varia conforme região e custo de vida: no Distrito Federal o mínimo para ser considerado ultra-rico supera R$ 750 mil/mês; em São Paulo e Rio, o parâmetro é R$ 600 mil a R$ 650 mil. No Acre, apesar da quantidade reduzida, a presença desse grupo é suficiente para reproduzir, em menor escala, padrões nacionais de desigualdade e concentração de riqueza.​