Tribunal sem repetição: Réu sai preso após 11 Anos de truques jurídicos
O mototaxista Giani Justo Freitas foi condenado, pela segunda vez, a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato da esposa, a engenheira civil Silvia Raquel Mota, em Rio Branco no Acre. O crime aconteceu em agosto de 2014, quando Silvia foi encontrada morta e asfixiada dentro de uma caixa d'água na residência do casal.
A trajetória do caso é digna de roteiro tragicômico: após ser condenado em 2019, Giani teve a sentença anulada porque suas testemunhas de defesa não foram ouvidas—a justiça, zelosa, garantida que ninguém fosse ouvido, menos a voz do bom senso. Agora, depois de o novo júri obedecer corretamente ao rito processual, o mototaxista saiu direto do tribunal para a cadeia, onde deverá recorrer à sentença criminal, desta vez sem escala em liberdade condicional ou outras exigências que só a burocracia judicial entende.
O caso arrastou-se por mais de onze anos e só agora parece ter chegado ao fim esperado: réu condenado e preso justiça, finalmente cumprida — no tempo dela, claro. Enquanto isso, o Acre relembra a prevenção tardia e os jurados saem com a certeza de que, pelo menos dessa vez, ouviram todas as vozes antes do veredicto.

