Quadrilha que vendia fuzis para o CV também projetava pistolas Glock
O material digital foi encontrado em um HD externo de Anderson Custódio Gomes, programador CNC e considerado o cérebro técnico da operação investigada. As investigações apontam que os arquivos estavam prontos para usinagem em máquinas industriais, permitindo a produção em escala de peças de precisão, normalmente restrita a grandes fabricantes. Além dos arquivos, foram apreendidos ferrolhos parcialmente finalizados e protótipos de carregadores metálicos, todos em padrão industrial e fabricados com materiais como aço 4140 e alumínio aeronáutico 7075, evidenciando engenharia reversa e domínio de tecnologia específica para armas de fogo.
A quadrilha comercializava os armamentos não apenas com o CV, mas também com outros intermediários, recebendo encomendas e negociando pistolas entre R$ 6 mil e R$ 8 mil cada, com pagamentos realizados via Pix ou espécie. O promotor Gaeco de Campinas destacou que a operação tinha características industriais, com intercâmbio de arquivos digitais e componentes entre usinagens do interior paulista, além de planos de expansão apontados em conversas de WhatsApp entre os envolvidos. As descobertas levaram a PF e o Ministério Público de São Paulo a ampliar as investigações sobre ramificações do grupo e o possível abastecimento em larga escala do mercado ilegal de armas

