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Narcotraficante uruguaio exibe poder e ameaça guerra em vídeo

quarta-feira, novembro 05, 2025

 

O narcotraficante uruguaio Sebastián Enrique Marset Cabrera, de 34 anos, voltou a chamar atenção internacional ao surgir em um vídeo divulgado no fim de outubro, fazendo ameaças explícitas e ostentando vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), principal facção criminosa do Brasil. A gravação, obtida por veículos da imprensa regional, mostra Marset cercado por homens armados em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, um dos principais centros logísticos do tráfico sul-americano. Em tom provocativo, ele afirma estar pronto para confrontos com rivais e forças policiais, mencionando diretamente Erlan García López, conhecido como “El Colla”, ex-aliado e hoje inimigo declarado. A fala ocorre em meio a investigações sobre o sequestro de Colla, que pode ter intensificado a disputa por rotas de cocaína na região.

Marset, apelidado de “El Jugador”, é apontado por agências internacionais como um dos principais articuladores do tráfico de cocaína entre Bolívia, Paraguai e Europa. Procurado pela Interpol e pela DEA, ele é acusado de enviar mais de 16 toneladas da droga para o exterior, além de comandar uma rede de lavagem de dinheiro com empresas de fachada em diversos países. Operações recentes apreenderam bens milionários ligados ao cartel, incluindo aviões, embarcações, joias e gado. O narcotraficante também responde por corrupção de autoridades, financiamento de homicídios e uso de identidades falsas. Em determinado período, chegou a atuar como jogador de futebol na Bolívia, utilizando documentos brasileiros adulterados.

A gravação reacendeu o alerta das autoridades brasileiras, especialmente nas regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai. A aliança entre Marset e o PCC, segundo fontes da área de segurança, fortalece uma rede de cooperação que inclui logística aérea e terrestre, armamento e exportação de cocaína. O vídeo é tratado como autêntico por autoridades bolivianas, embora ainda não tenha sido oficialmente validado por órgãos internacionais. Enquanto o Comando Vermelho enfrenta operações no Rio de Janeiro e na fronteira norte, o PCC amplia sua presença fora do Brasil, consolidando influência sobre rotas estratégicas do tráfico. Marset permanece foragido e figura entre os criminosos mais procurados do mundo.