Mototaxista é condenado a mais de 22 anos de prisão por matar a esposa no Acre
Após mais de 11 anos do crime, o mototaxista Giani Justo Freitas voltou a ser julgado e foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelo assassinato da esposa, a engenheira civil Sílvia Raquel Mota, em sessão realizada nesta quinta-feira (6) no Fórum Criminal de Rio Branco. O júri, presidido pela juíza Ellen Oliveira, determinou a imediata prisão do réu, que foi levado para a Delegacia de Flagrantes após o veredito. A engenheira foi encontrada morta dentro de uma caixa d’água na casa onde vivia, em agosto de 2014, episódio que mobilizou grande repercussão social no Acre.
Este foi o segundo julgamento de Giani Freitas pelo caso. Inicialmente condenado em 2019 a 19 anos de prisão, o mototaxista recorreu em liberdade e, após recurso do Ministério Público, sua pena foi aumentada para 24 anos. Em 2023, no entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou o julgamento após alegações de cerceamento de defesa, já que testemunhas essenciais não haviam sido ouvidas. O novo júri, realizado em 2025, analisou as mesmas provas da denúncia original, e novamente resultou em condenação, encerrando um ciclo prolongado de recursos e instâncias judiciais.
Durante a recente sessão, a acusação sustentou que as provas apontavam o réu como autor do feminicídio, enquanto a defesa alegou a existência de inconsistências e lacunas no processo.

