Indicação de Jorge Messias ao STF enfrenta resistência na CCJ
A indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário de incertezas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A sabatina, ainda sem data definida, será o primeiro teste antes da votação em plenário, ambas realizadas de forma secreta, o que aumenta a possibilidade de surpresas. Embora o governo conte com aliados no colegiado, a oposição mantém presença expressiva, exigindo articulação política cuidadosa para garantir maioria.
Entre os integrantes da CCJ está o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente da Casa e nome cogitado para a vaga no STF, mas preterido na escolha. Sua posição adiciona um componente político à disputa, que pode influenciar o resultado. A experiência recente reforça a preocupação do Planalto: a recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República foi aprovada por margem apertada, e a indicação anterior de Flávio Dino ao Supremo também enfrentou resistência, com placares próximos ao mínimo necessário.
Nos bastidores, a expectativa é que a sabatina ocorra em dezembro, sob comando do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD). Até lá, Messias deve intensificar o tradicional roteiro de visitas a gabinetes, buscando apoio voto a voto para reduzir resistências. Caso aprovado, será a terceira indicação de Lula ao STF em seu atual mandato, após Cristiano Zanin e Flávio Dino. O governo, porém, reconhece que o ambiente político está mais imprevisível, exigindo negociações firmes para evitar derrotas estratégicas.

