Fiocruz escolhe proposta mais cara em parceria para caneta emagrecedora
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, optou pela proposta mais cara ao definir parceria para a produção da chamada “caneta emagrecedora”, medicamento utilizado no tratamento da obesidade. O projeto, anunciado como inovação pelo ministro Alexandre Padilha (PT), favoreceu o laboratório EMS, líder nacional em genéricos, mesmo após a concorrente Biomm apresentar valores inferiores para o fornecimento dos remédios liraglutida e semaglutida. Relatórios apontam que, nos critérios de preço, a EMS obteve a nota mais baixa, mas acabou selecionada devido à antecedência na solicitação de registro na Anvisa, pendente de aprovação à época.
A parceria, firmada em agosto, prevê o fornecimento da primeira leva de medicamentos ao Ministério da Saúde e vincula a EMS diretamente à Farmanguinhos por cinco anos, ainda que não exista contrato formal de compra pelo SUS até o momento. Propostas de outros laboratórios, vinculados a São Paulo e Goiás, foram descartadas mesmo após passarem por análise de recursos e apresentarem custos menores, gerando críticas sobre critérios de seleção e impacto na gestão de recursos públicos federais para saúde.

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