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Criminosos usam videochamada no WhatsApp para aplicar golpes e limpar contas bancárias

quarta-feira, novembro 19, 2025


 Golpistas têm utilizado o recurso de compartilhamento de tela em videochamadas do WhatsApp para aplicar golpes financeiros e roubar dados pessoais, conforme alerta recente da empresa de cibersegurança ESET. A prática ficou mais comum desde que o WhatsApp liberou o recurso em 2023. O golpe geralmente começa com uma ligação inesperada de um número desconhecido, em que o criminoso se faz passar por representante de um banco ou suporte técnico. A vítima é pressionada com relatos de transações suspeitas ou problemas em sua conta, o que gera pânico e faz com que aceite compartilhar a tela ou instalar aplicativos como AnyDesk ou TeamViewer, entregando assim acesso a informações sensíveis, senhas, dados bancários e códigos de autenticação.​

O método baseia-se em estratégias de engenharia social, explorando confiança, urgência e controle para convencer a vítima a conceder acesso total ao aparelho. Apenas um acesso breve à tela do celular já pode ser suficiente para os criminosos visualizarem e gravarem dados essenciais, permitindo que transferências de valores ou vazamento de dados sejam realizadas. Casos internacionalmente relatados incluem prejuízos que ultrapassam milhões de reais, destacando a dimensão do problema.​

O WhatsApp e a Meta já implementaram medidas de segurança, como alertas visuais para só compartilhar a tela com pessoas conhecidas, além do bloqueio de contas suspeitas e remoção de páginas falsas de suporte. A principal orientação é jamais compartilhar a tela ou fornecer acessos remotamente, principalmente a números desconhecidos ou contatos não verificados.