Café do Acre faz sucesso internacional ao ser servido na COP30 em Belém
O café cultivado no Acre conquistou destaque internacional ao ser servido na cafeteria exclusiva do Pavilhão da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) durante a COP30, em Belém. Provenientes das cidades de Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, os grãos, principalmente da espécie Conilon (Robusta), foram levados ao evento para demonstrar a capacidade de aliar produção agrícola, sustentabilidade e valorização da agricultura familiar no bioma amazônico. A iniciativa faz parte do projeto Café Amazônia Sustentável, que beneficia mais de 2 mil famílias da região do Juruá, proporcionando apoio técnico, beneficiamento e acesso a mercados qualificados.
A ação foi valorizada por representantes da ABDI, que destacaram o café acreano como símbolo de uma bioeconomia que promove desenvolvimento industrial com preservação ambiental. Durante o evento, filas constantes se formaram para degustar cerca de 600 cafés diariamente, comprovando o sucesso do produto entre visitantes e representantes globais. Segundo a diretora de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Perpétua Almeida, o projeto demonstra que é possível gerar renda e oportunidades para quem cuida da floresta, aliando inovação e sustentabilidade como política pública.
O líder do projeto, Eduardo Tosta, ressaltou não só a excelência do sabor conferido pelos grãos premiados, incluindo o café eleito o melhor do Acre em 2024, mas também o impacto social na vida dos agricultores envolvidos. A participação na COP30 reforça o posicionamento do estado frente aos desafios globais das mudanças climáticas e evidencia o papel da Amazônia acreana na agenda da bioeconomia, agregando valor ao produto local por meio de práticas sustentáveis e inclusão social.

