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IPCA sobe 0,48% em setembro, mas Rio Branco mantém inflação sob controle

quarta-feira, outubro 15, 2025

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,48% em setembro de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (13). Embora o número indique uma inflação moderada, a composição do índice revela contrastes relevantes entre os grupos de consumo. O setor de habitação foi o principal responsável pela elevação, com variação de 2,97%, impulsionado pelo reajuste nas tarifas de energia elétrica, decorrente da adoção da bandeira vermelha patamar 2. Em contrapartida, alimentos e bebidas apresentaram deflação de 0,26%, aliviando o orçamento das famílias, especialmente com a queda nos preços de hortaliças e frutas.

Outros grupos também contribuíram para a dinâmica inflacionária. Saúde e cuidados pessoais subiram 0,17%, refletindo reajustes em planos de saúde e medicamentos. Já artigos de residência e comunicação registraram deflação, favorecidos por promoções no varejo e maior concorrência entre operadoras de telefonia. Transportes mantiveram estabilidade, com variação de apenas 0,01%, enquanto vestuário teve alta de 0,63%, influenciado pela troca de estação e custos de importação. Apesar das oscilações setoriais, o cenário nacional segue desafiador: a inflação acumulada em 2025 permanece acima da meta, com o índice superando 5% nos últimos seis meses.

Em meio a esse panorama, Rio Branco se destaca como exemplo de estabilidade regional. A capital acreana registrou a menor inflação acumulada do país no ano, com 2,42%, bem abaixo da média nacional de 3,64%. Mesmo impactada pelo aumento da energia, a cidade apresentou pressões inflacionárias mais pontuais e menos disseminadas. A estrutura produtiva local e o perfil de consumo da população contribuíram para conter os efeitos dos choques econômicos, reforçando a importância de estratégias regionais no enfrentamento da inflação.