CRM-AC abre sindicância e governador Gladson determina afastamento de equipe médica após caso de bebê declarado morto
O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias do caso envolvendo um recém-nascido declarado morto na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, que foi encontrado com sinais de vida durante o próprio enterro. O episódio, ocorrido na última sexta-feira (24), causou forte repercussão e mobilizou autoridades estaduais. Em nota oficial, o CRM-AC informou que a apuração seguirá os parâmetros legais e éticos da profissão, com tramitação em sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional do Conselho Federal de Medicina.
O bebê, identificado como José Pedro, nasceu prematuro e, segundo familiares, foi considerado sem vida logo após o parto. Mais de 12 horas depois, durante a cerimônia de sepultamento, parentes ouviram o choro vindo do caixão e acionaram socorro imediato. A criança foi levada novamente à maternidade e permanece internada em estado grave na UTI neonatal. Além da sindicância aberta pelo CRM-AC, o caso é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Acre, que solicitou esclarecimentos à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e à direção da unidade hospitalar.
O governador Gladson Cameli determinou o afastamento da equipe médica responsável pela emissão do atestado de óbito e anunciou uma investigação minuciosa para apurar responsabilidades. Em comunicado, Cameli afirmou que “os pais e a população não ficarão sem resposta” e garantiu que, havendo culpados, estes serão responsabilizados. A Sesacre informou que todos os protocolos foram seguidos e que uma apuração interna está em andamento. O caso reacende debates sobre protocolos hospitalares e reforça a necessidade de rigor técnico em situações críticas, envolvendo diretamente a confiança da população nos serviços de saúde.

