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 BR-317 enfrenta colapso estrutural e ameaça integração entre Brasil e Peru

segunda-feira, outubro 20, 2025

 

Durante encontro promovido pela Associação dos Municípios do Acre (Amac), nesta sexta-feira (17), prefeitos e autoridades locais constataram a deterioração da BR-317, conhecida como Estrada do Pacífico. A rodovia, que conecta Brasiléia a Assis Brasil, é considerada estratégica para a integração comercial entre o Brasil, o Peru e países asiáticos. No entanto, cerca de 40 dos 110 quilômetros de extensão apresentam trechos críticos, dificultando o tráfego diário de veículos e comprometendo o escoamento de produtos. Empresas bolivianas e peruanas, além da Trans Acreana — responsável pela maior rota de ônibus do mundo entre São Paulo e Lima —, são diretamente impactadas pela precariedade da via.

Apesar de promessas de fortalecimento das relações bilaterais, a falta de investimentos federais em infraestrutura tem limitado o potencial da BR-317 como corredor internacional. Segundo relatos, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) atua com recursos escassos, realizando apenas serviços emergenciais de tapa-buracos. Com a chegada do inverno amazônico, período marcado por chuvas intensas, cresce o temor de isolamento da região e aumento no custo de itens essenciais, como alimentos e combustíveis. O tempo de deslocamento entre os municípios, antes de cerca de uma hora, já ultrapassa duas horas em alguns trechos.