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Mais de 22 mil acreanos desistem de procurar trabalho no segundo trimestre de 2025

domingo, agosto 17, 2025

O Acre registrou uma leve melhora nos indicadores de desocupação no segundo trimestre de 2025, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE. O número de pessoas que desistiram de procurar emprego caiu de 26 mil para 22 mil, representando uma redução de 8,2% para 7,3% entre os trimestres. Apesar da queda, o estado ainda contabiliza mais de 302 mil pessoas fora da força de trabalho, incluindo desalentados — aqueles que não buscam emprego por acreditarem que não conseguirão uma vaga. A taxa de desocupação, que considera apenas quem está sem trabalho e procura emprego, mantém o Acre entre os dez estados com os maiores índices do país.

A informalidade segue como um dos principais desafios no mercado de trabalho acreano. Dos trabalhadores do setor privado, apenas 58,2% possuem carteira assinada, enquanto 46,6% atuam na informalidade — bem acima da média nacional de 37,8%. Além disso, 27,7% da população ocupada trabalha por conta própria, superando o índice brasileiro de 25,2%. A taxa composta de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas que trabalham menos do que gostariam ou que poderiam trabalhar mas não procuram emprego, chegou a 18,2% no estado, também acima da média nacional de 14,4%.

Embora os dados apontem para uma recuperação gradual, o cenário ainda exige atenção. A queda no número de desalentados e na população fora da força de trabalho indica uma leve retomada da confiança, mas os altos índices de informalidade e subutilização revelam um mercado instável e com oportunidades limitadas. O Acre permanece com desafios estruturais que dificultam a inserção plena da população no mercado formal, exigindo políticas públicas voltadas à geração de emprego e à valorização do trabalho com direitos garantidos.