Cinco corpos carbonizados são encontrados na fronteira e polícia suspeita de acerto de contas
A Polícia Civil do Acre encontrou, na tarde da última quinta-feira, 7, restos mortais que seriam de cinco fugitivos do Presídio Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco. Os corpos estavam em uma casa incendiada localizada na Vila Mapajo, região de fronteira entre Capixaba e a Bolívia. A cena do crime indicava extrema violência: dois corpos estavam inteiros e fragmentos ósseos, incluindo um crânio humano, foram espalhados pelo terreno. A suspeita é de que porcos da área tenham consumido partes dos cadáveres, dificultando a identificação imediata das vítimas.
As investigações apontam que o massacre pode estar relacionado a uma disputa interna entre membros do Comando Vermelho. A hipótese é de que brasileiros ligados à facção tenham cometido um crime em território boliviano, desencadeando um confronto entre integrantes do grupo. O caso foi registrado como homicídio qualificado. Desde o dia anterior, havia indícios de que parte dos foragidos estava escondida na zona rural boliviana, onde fazendeiros supostamente ligados à organização criminosa estariam oferecendo abrigo.
Com autorização das autoridades bolivianas, equipes da Polícia Civil do Acre, com apoio da delegacia de Plácido de Castro e agentes do país vizinho, cruzaram a fronteira para realizar buscas. A estimativa é de que ao menos 15 fugitivos estejam na região. A identificação oficial dos corpos dependerá de exames periciais e testes de DNA. O caso reforça a complexidade das ações criminosas em áreas de fronteira e a necessidade de cooperação internacional para o enfrentamento de facções que atuam em ambos os lados da divisa.

