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Família de Juliana Marins pede nova autópsia no Brasil e tenta repatriação do corpo

segunda-feira, junho 30, 2025

A família da publicitária Juliana Marins, que morreu após cair de uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, acionou a Justiça Federal para solicitar a realização de uma nova autópsia no Brasil. O pedido foi protocolado pela Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ) durante o plantão judicial no domingo, 29, com apoio da Prefeitura de Niterói, por meio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM).

Juliana, natural de Niterói (RJ), faleceu no dia 20 de junho após uma queda de aproximadamente 300 metros durante uma trilha no segundo vulcão mais alto da Indonésia. Ela estava em viagem pela Ásia desde fevereiro, visitando países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. O resgate do corpo levou quase quatro dias, dificultado por neblina, terreno íngreme e infraestrutura precária.

A autópsia realizada na Indonésia apontou traumatismo por força contundente como causa da morte, mas a família questiona a condução do processo e aguarda a conclusão de exames toxicológicos. A irmã da vítima, Mariana Marins, afirmou que o objetivo é esclarecer possíveis falhas na análise inicial. “Queremos entender se algo foi mal interpretado”, declarou.

A Prefeitura de Niterói custeou R$ 55 mil para viabilizar a repatriação do corpo e os trâmites funerários no Brasil. A família, no entanto, relatou dificuldades para confirmar o voo de traslado com a companhia aérea Emirates. O sepultamento será realizado em Niterói, cidade natal da jovem.

O caso também reacendeu o debate sobre a segurança nas trilhas do Monte Rinjani, que já registrou oito mortes e cerca de 180 acidentes desde 2020. Especialistas apontam falhas como ausência de sinalização, demora no resgate e falta de equipamentos adequados.

Como homenagem, a Prefeitura de Niterói anunciou que o Mirante e a Praia do Sossego, em Camboinhas, passarão a levar o nome de Juliana Marins.